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Artigos com Etiquetas ‘comunicação social’

Um dia de agradáveis surpresas!

24, Setembro, 2009 José Ramalho Nenhum comentário

Estamos a 24 de Setembro de 2009, faltam 3 dias para as eleições e apenas dois de campanha. O cansaço é já algum, é tempo para tentar agarrar os últimos votos. Durante a campanha apesar de todas as nossas acções, a cobertura dos meios de comunicação social tem sido mínima.

Contudo hoje algo mudou. Tanto o jornal i como o jornal Público publicaram artigos longos sobre o MEP, artigos interessantes. O Público colocou mesmo uma foto do nosso autocarro na primeira página. É sem dúvida um destaque muito importante nesta recta final de campanha. Uma projecção que necessitavamos.

Eu pessoalmente gostei bastante do título dado pelo i à notícia sobre o MEP, «Afinal há um partido em que as pessoas são mais felizes.»

Não me vou alongar mais, quero só referir que o Papa anunciou também que visitará Portugal no dia 13 de Maio de 2010. É também uma notícia importante para mim como católico que sou.

Podem ler as notícias sobre o MEP online nos seguintes endereços:

O partido mistério e a igualdade de oportunidades

No passado fim de semana o Expresso considerou diversas hipóteses resultados para as próximas eleições legislativas.Além das cinco forças políticas habituais, aparece uma misteriosa coligação OP/B/N que poderá, segundo o jornal, vir a obter um deputado pelo círculo de Lisboa e uma votação entre 6% e 7%. Contudo, nas notícias sobre as listas apresentadas para as legislativas não se vislumbra esta coligação, pelo que fica a dúvida sobre quem irá para o parlamento no caso de ser eleito um deputado.

Quem conhecer a práticas das notícias sobre eleições poderá reconhecer que afinal em OP/B/N se misturam outros partidos (um dos quais com hipóteses de eleger um deputado) com os votos brancos e nulos (ambos irrelevantes em termos de eleição de deputados).

Esta forma de apresentar resultados é um excelente exemplo de como a igualdade de oportunidades é ignorada pelos media.

Colocar numa tabela de síntese os outros partidos misturados com os brancos e nulos é já uma má prática pois tende a sugerir a irrelevância dos outros partidos. E não permite sequer distinguir qual o peso real dos outros partidos. Quando o que está em causa é o número de deputados eleitos, então é ainda mais absurdo em termos informativos.

O que é decisivo é saber qual a percentagem dos outros partidos e, em particular, qual ou quais estarão em melhores condições de obter o tal deputado. Em condições de não haver nenhuma maioria absoluta óbvia, um deputado pode fazer toda a diferença (como já vimos no passado) ou pode ter grande significado político. Será o MRPP? O PPM? Ou o PNR?

Quem acompanhar de perto a política partidária poderá facilmente concluir que o misterioso partido será muito provavelmente aquele que nas últimas eleições europeias obteve no distrito de Lisboa 2,4% dos votos, percentagem que em legislativas garante um deputado pelo círculo de Lisboa: o MEP.

Nestas condições o natural seria que se distinguisse o partido que está próximo de obter um deputado (assumindo que o critério da tabela era a representação parlamentar futura).

Ao evitar o símbolo do MEP a par dos outros partidos com perspectiva de representação parlamentar futura e ao amalgamar este partido com todos os restantes e até com os votos brancos e nulos, está a dar-se um tratamento diferente a circunstâncias iguais, confundindo o leitor menos esclarecido em vez de dar uma informação de qualidade.

Infelizmente os media nacionais têm-se limitado a ridicularizar a directiva da ERC sem se atreverem minimamente a discutir o que seria importante: como garantir a igualdade de oportunidades sem entrar num igualitarismo de fita métrica? O que significa para eles “às notícias ou reportagens de factos ou acontecimentos de idêntica importância deve corresponder um relevo jornalístico semelhante“?

Parece que está mais actual do que nunca a petição proposta pelo MEP para a reflexão dos jornalistas onde de pede exactamente “igualdade de oportunidades durante a campanha”. Se ainda não assinou, não deixe de o fazer.

Publicada por Carlos Albuquerque

in Melhor é Possível

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A Comunicação Social e a Política

Por uma última vez decidi falar da comunicação social nacional e a sua relação com a política, apesar de estar cansado deste tema.

Todos os dias que abro um jornal vejo notícias sobre política, não me espanta visto que estamos em período pré-eleitoral. Fico até feliz de ver essa secção, pois é uma área pela qual tenho vindo a desenvolver algum interesse.

O que me desilude é o facto de cada vez que estou a ler o jornal surgem cerca de 2 a 3 notícias sobre cinco partidos que neste momento têm assento parlamentar e nenhuma (ou quase nenhuma) sobre outros partidos que existem em Portugal. Ainda mais, a grande parte dessas notícias apenas retratam ataques políticos e nada de novo trazem à nossa política. Em vez de vermos soluções, ou ideias, para a resolução dos problemas da sociedade portuguesa, vemos ataques inter-partidos e por vezes até intra-partidos.

Este forma de pensar tem afastado sucessivamente os portugueses da política. Não faz com que os eleitores acreditem mais no partido X ou Y, faz com que os portugueses não acreditem pura e simplesmente em nenhum dos partidos.

Na minha opinião a política devia de ser uma forma de construir algo melhor, um país melhor. Apesar das diferenças entre os partidos, todos juntos serem capazes de se ouvir e criar modelos de inovação para o bem comum de todos. Fazer com que os eleitores votassem neles pelo que conseguem construir, e pelo que trabalha melhor.

Mas o facto é que os políticos dos grandes partidos gostam de se auto-mutilar. E andarem em guerra constante entre eles, fazendo com que a Assembleia da República pareça um circo. O mais revoltante é que são entusiasmados pelos meios de comunicação social nacionais. Dão-lhes todo o tempo do mundo, descartando os partidos pequenos que por vezes apresentam propostas interessantes sobre os problemas do país.

Temos como exemplo a notícia do jornal Público de dia 23 que tinha como manchete “O que têm para oferecer os centros de emprego?”, ao longo da notícia não existia qualquer referência, mas o programa eleitoral do MEP possuí propostas muito interessantes sobre este assunto que podiam ter sido referidas.

É claro que qualquer referência que os media façam aos pequenos partidos podem fazer com que os eleitores comecem a acreditar nesses partidos e que deixem de votar nos partidos grandes… Não o fazerem retira, como é óbvio, a possibilidade de os pequenos partidos serem conhecidos.

Até num estudo que foi apresentado no fim-de-semana passado pelo jornal Expresso, existiam possibilidades de um pequeno partido ter um deputado eleito pelo círculo eleitoral de Lisboa. O que é incrível é que essa hipótese foi mascarada por uma misteriosa sigla OP/B/N. Parece-me óbvio que o B e o N simbolizam, respectivamente, brancos e nulos, votos esses que não têm qualquer significado na distribuição de deputados. Resta o OP que, provavelmente, significa Outro Partido, a questão é qual? Qual é o medo de divulgar um outro partido? Não é certo qual seja, mas deve haver algum que seja favorito no estudo, que leve a essas conclusões.

Esta forma de jornalismo só faz com que a política seja cada vez mais denegrida e só faz mal ao país.

Existe uma petição, lançada pelo MEP, dirigida aos jornalistas para que os partidos sejam tratados em igualdade de oportunidades. Não se pretende que se ande a medir com fita métrica os artigos de jornal, ou se cronometre as notícias na televisão ou rádio, mas sim que se mostre o que os partidos fazem de bom e se descarte um pouco os ataques que vemos constantemente entre os partidos.

Desculpem o desabafo, estou um pouco farto deste assunto, mas gostava de ter qualidade de informação. Será pedir muito?

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Debate com Partidos Sem Assento Parlamentar

Houve, na passada quinta-feira, um debate com 4 dos “pequenos” partidos portugueses na RTPN. Uma tentativa de igualdade de oportunidades entre partidos em período pré eleitoral, apesar das horas, dia e canal.

Vale a pena perder, ou investir, uma hora a ver o debate com os partidos que não estão no parlamento. Alguns apresentam bons motivos para construir um Portugal melhor.

Aqui deixo as intervenções de Rui Marques, presidente do MEP.

Parte 1:

Parte 2:

Parte 3:

Parte 4:

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Directiva da ERC condenada pelos media

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) está a ser alvo de críticas das televisões, rádios e jornais portugueses, devido a uma directiva que determina que os media devem suspender as colaborações e a participação de comentadores, colunistas e analistas que sejam candidatos eleitorais às legislativas e às autárquicas, marcadas para 27 de Setembro e 12 de Outubro, desde que não haja espaço para todas as candidaturas se exprimirem.

Entre as direcções de rádios, televisões e jornais contactadas, as críticas são unânimes e uma parte assume desde já que não vai aplicar as determinações divulgadas na última semana pela ERC, que teriam de entrar em vigor dentro de uma semana. A autoridade para o sector defende que esta orientação visa “assegurar a igualdade de oportunidades de acção e propaganda das candidaturas” durante as campanhas e as pré-campanhas eleitorais.

O facto de não ser considerada vinculativa também facilita a vida aos órgãos de comunicação social, mas desde já pode reforçar futuras queixas apresentadas à autoridade neste âmbito. Em contrapartida, do lado dos juristas, alguns olham com agrado para a iniciativa da entidade reguladora presidida por Azeredo Lopes (o próprio sendo um jurista) (ver outros textos).

in Público

Como é possível que uma directiva de um órgão regulador não seja adoptada como vinculativa e não seja imediatamente cumprida?! Ainda gostaria de ver se os media não vão ser penalizados pelo facto de não a cumprirem…

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Será o fim da Democracia em Portugal?!

Hoje em dia ocorre-nos imensas notícias que nos põem a pensar sobre o estado da democracia neste “nosso belo e amado” país…

Primeiro começaram a surgir as notícias sobre os destaques partidários em período pré-eleitoral. Segundo aparece-nos notícias que no mínimo podemos dizer que são caricatas. Com que raio de ideia é que andaram a disparar tiros contra o dirigível autorizado do PND?! Isto só mesmo na Madeira…

Gostava mesmo que os portugueses tivessem a possibilidade de se informar sobre todos os partidos que temos em Portugal e que pudessem escolher apenas mediante a sua consciência. Mas não!!!! Isso é uma tarefa impossível. A comunicação social que temos teima em eleger os partidos que foram eleitos em períodos eleitorais passados, apesar de que por muitas vezes nos deixaram à quem das expectativas… E que ainda por cima teimam na mania da destruição, estão sempre do contra!!!

Nós queremos mudança!!! Queremos CONSTRUIR!!! Queremos sair da cauda da Europa! Queremos ser um país de Esperança! Dêem a conhecer os partidos nacionais, por bons ou maus que sejam!

É que para além dos partidos representados no parlamento ainda temos o MEP, o MMS, o PCTP/MRPP, o PDA, o PH, o POUS, o PND, o PNR, o MPT e o PPM! Um total de 10 partidos políticos portugueses que não são ouvidos! Sim são DEZ!!

É certo que muitos não chegam a concorrer, ou concorrem com os grandes partidos! Mas os portugueses merecem ouvi-los todos por igual!! Afinal somos um país democrático ou não? Pronto, eu sei que não… infelizmente!

Para finalizar só gostava de deixar um apelo a todos os portugueses… Se estão fartos de apenas conhecer meia dúzia de partidos, oiçam o que o MEP têm a dizer e se concordarem em colaborar para o bem da democracia assinem a petição: http://www.peticao.com.pt/igualdade-entre-partidos!

Isto é para o bem de todos nós, o MEP só tomou a iniciativa da construção!